Lançamento do Harvard Trends by Audiência

Vida Económica:
O lançamento de Harvard Trends foi motivo para mais uma conversa com Pedro Barbosa, o autor que já em 2009 editou com a Vida Económica o Speculations and Trends.
VE: Quanto todos esperavam uma nova edição do Speculations and Trends, face ao sucesso da primeira edição, o Pedro surge com um novo tema. Qual foi a razão que o levou a mudar a estratégia?
PB: Foram duas. Em primeiro lugar o trabalho que já foi desenvolvido sobre tendências a um nível global não permitia editar um livro com uma evolução sobre o primeiro em 2011, porque passamos de uma rede de 700 para mais de duas mil pessoas e a escala fez crescer o volume de informação de uma forma relevante. A segunda razão é no entanto a principal. As tendência de gestão mereciam este espaço por si só. Sublinho que não existem de momento outros livros de tendências na área da gestão, a nível mundial.
VE : A que se deve essa falta de oferta, quando há tantas obras do domínio da gestão?
PB: Porque não é fácil. Falar sobre gestão – ou temas a este ligados de uma forma mais ou menos directa – exige profundidade. E profundidade exige conhecimento prévio e tempo. Essa é a razão que conduz a livros mono enfocados, centrados em um tema ou domínio da gestão. No Harvard Trends procurei construir um compromisso entre profundidade e espaço. Cada tendência é apresentada em duas páginas apenas, de forma que possa ser valorizada tanto por gestores e marketeers, como por simples curiosos
VE: É acessível a todos, portanto?
PB: Definitivamente. Pretende ser um livro que provoque interesse ao cidadão comum, não deixando de interessar aos gestores de todos os tipos, incluindo os que gerem em regimes de governança menos comuns. Naturalmente, gestores, marketeers, empresários, políticos e estudantes são segmentos mais naturais e para quem o livro poderá ter outra importância, até para alertar para temas que mereçam posterior investigação.
VE: Pode-se dizer que é um livro semelhante ao anterior, mas sobre gestão?
PB: Não, de todo. Este é um livro baseado nos temas tratados nas universidades mais reputadas do mundo. Essa é a ideia, difundir os conteúdos discutidos nos principais MBA´s de universidades como Harvard, Insead, Iese, LBS ou Caltech, entre inúmeros outros.
VE: Daí o nome Harvard?
PB: Sim, de facto, porque começou por ser apenas de temas tratados em Harvard, mas acabou por se globalizar. Mesmo assim as referências de assuntos tratados nas salas de Harvard, HBR, campus e alumni são relevantes.
VE: É fácil trabalhar com universidades à distância?
PB: Não é difícil. Baseamo-nos nos outputs, essencialmente. Vemos o que está publicado, quer em revistas, livros e jornais, quer em blogues e websites. Depois investigamos, muitas das vezes com contactos a professores, investigadores e empresários. Nem sempre conseguimos os contactos que pretendemos, mas numa lógica de diversificação e persistência os resultados acabam por aparecer.
VE: Quantas tendências foram identificadas nesta obra?
PB: Começamos por identificar cerca de 500, mas rapidamente nos centramos nas 150 com mais relevância e potencial. Construímos conteúdos sobre estes temas, que fomos passando por uma rede de cerca de 200 gestores, empresários, marketeers e consumidores, que nos ajudaram a identificar as melhores 115, bem como a melhorar os textos menos claros.
VE: O Pedro fala em plural. Como foi essa experiência de escrever com uma co-autora?
PB: Boa. As parcerias podem criar valor ou retirar. No nosso caso criam valor, porque nos complementamos. No caso do Harvard Trends, eu fiquei responsável pela criação dos conteúdos, imagem e lançamento e a Ana pela parte da internacionalização.
VE: O que já não é uma novidade…. Speculations and Trends foi o primeiro livro de um português que logo na sua primeira obra o editou em vários países!
PB: Sim, foi uma experiência interessante publicar na Espanha e no México. Aprendi muito sobre o assunto, e ainda continuo na infância do conhecimento nessa matéria. Desta vez vamos fazer de forma diferente: Vamos procurar o mercado global com uma versão em inglês, ao mesmo tempo que procuraremos entrar no Brasil com a Saraiva, uma editora de referência.
VE: O Speculations and Trends também o levou ao Brasil…
PB: Essa foi a parte não planeada de todo este processo. Acho que as coisas são o que têm que ser: autênticas. O livro acabou por gerar ondas de convites para orador em conferências, sempre numa óptica de tendências. Foi interessante, levou-me ao Brasil, Madrid, Barcelona, Paris, Milão e um sem número de outros locais, onde conheci pessoas novas e acabei por recolher muita informação de tendências.
VE: Tornou-se um expert em tendências…
PB: Não, isso não existe. Os especialistas em tendências somos todos nós, que as fazemos todos os dias. Eu tenho estado atento e procuro saber identifica-la, filtrá-las e sintetiza-las, mas não considero um expert na matéria. Aliás, este é um tema que me cria um debate interior interessante. Por um lado, não quero permanecer dentro deste domínio das tendências, como se eu fosse “ o homem das tendências”. Quero sair desse registo e ser capaz de estudar e criar conteúdos em áreas diferentes. Por outro lado, criei – ou ajudei a criar - este oceano azul enquanto tema, que agora se tornou moda, pelo eu também não apetece sair da zona de conforto. Provavelmente acabarei por fazer ambos, mas é certo que produzirei conteúdos totalmente diferentes em breve.
VE: Ficamos curiosos. A questão que muitos se fazem é como é que é possível conciliar as tarefas de gestão no El Corte Inglês com docência universitária, livros, participação em 7 ou revistas e jornais, e ao que se sabe uma vida pessoal também intensa, com viagens permanentes e muita actividade desportiva. Quer-nos explicar como o consegue?
PB: Dormir pouco é uma característica que ajuda muito, mas é apenas a ponta do icebergue. Trabalhar em multitask a maior parte do tempo, mas saber enfocar-se num só tema quando é necessário é igualmente importante. Gerir prioridades e delegar adequadamente são outras componentes de uma boa gestão de calendário e do tempo, esse recursos cada vez mais importante. No meu caso pessoal, a infinita curiosidade que eu tenho do mundo cria a energia para fazer sempre mais. Mas como as pessoas que me estão mais próximas sabem bem, também sei relaxar e descansar e aproveito com imenso prazer esses momentos, que criam um equilíbrio de vida fundamental para viver em paz e de forma sustentável.
Grande Porto:
Harvard Trends é o novo livro de Pedro Barbosa, lançado esta semana em Lisboa e Porto e que promete chegar a bestseller rapidamente.
GP: Harvard Trends é uma espécie de continuidade de Speculations & Trends, o seu primeiro livro?
PB: Não, são livros muito diferentes. Em comum têm o facto de ambos tratarem tendências e terem sido feitos em modelos de crowdsourcing. Na realidade, pouco mais têm em comum. Este é um livro de tendências de gestão, mas preparado em termos de semântica e forma para poder ser lido por todos. Todos somos gestores. Do nosso dinheiro, da nossa vida, das nossas casas. Alguns de outras coisas também, como negócios, organizações ou clubes desportivos. Todos temos a ganhar em saber o que se fala nas mais importantes academias do mundo sobre estes temas.
GP: Que academias são essas? Harvard?
PB: Sim, mas não só. Caltech, Oxford, LBS, Insead, Iese, Kellogs, Haas e muitas outras, essencialmente americanas, europeias e indianas. Também a Escola de Gestão do Porto esteve na base de algumas das 500 tendências iniciais estudadas.
GP: O livro fala de 500 tendências?
PB: Começamos por identificar 500 tendências, eu e a minha co-autora Ana O’Reilly. Esse foi o ponto de partida, mas sabemos que se falarmos de 500 tendências em 4 páginas cada, ninguém as lê, pura e simplesmente. O tempo é demasiado valioso! Por isso, reduzimos às 115 melhores, em duas páginmas cada, com ajuda de mais de 200 gestores, empresários, políticos e consumidores portugueses.
GP: Como foi a experiência de escrever com uma co-autora?
PB: Muito Boa. As parcerias podem criar valor ou retirar. No nosso caso criam valor, porque nos complementamos. No caso do Harvard Trends, eu fiquei responsável pela criação dos conteúdos, imagem e lançamento e a Ana pela parte da internacionalização.
GP: Para onde?
PB: Desde logo, para o mercado americano via Amazon, em ebook, já em Janeiro. Depois temos intenção de procurar entrar em vários mercados, como Angola, Brasil, Reino Unido e China. Temos uma enorme ambição e confiança, porque acreditamos que sem ela não podemos chegar longe. Não existem praticamente livros de tendências no mundo, e muito menos de tendências de gestão. Não é por acaso. É difícil e ter perenidade curta. Além disso é muito arriscado. Nós decidimos correr esse risco e estamos cá para futuramente ser avaliados. É evidente que erraremos, como todos. Mas a ideia é mesmo essa. Partilhar e aprender. Evoluir com o erro e fazer melhor…
GP: Tendências é agora a sua especialidade…
PB: Os especialistas em tendências somos todos nós, que as fazemos todos os dias. Eu tenho estado atento e procuro saber identifica-la, filtrá-las e sintetiza-las, mas não considero um expert na matéria. Provavelmente farei coisas diferentes no futuro, em termos de conhecimento.
GP: E agora?
PB: Harvard Trends não morre com a publicação deste livro. Pelo contrário, nasce com ele. Em HarvardTrends.com e na página Harvard Trends do facebook está a nascer uma comunidade que em que esperamos dar continuidade ao projecto, mas já numa lógica de partilha comum entre membros da comunidade, com ocasionais conteúdos nossos. Já contamos com 1500 elementos e convidamos todos a subscrever a página e fazerem parte desta tendência.
Focus:
O autor de Speculations and Trends (2009) volta a uma nova obra, depois de dois anos de conferências sobre tendências um pouco por todo o mundo. O autor fala-nos no novo livro, cujas tendências serão publicadas em Portugal exclusivo na Focus, já a partir da próxima semana.
Focus: De que trata este Harvard Trends?
PB: É um livro centrado nas mais importantes tendências de gestão da actualidade.
Focus: Um livro técnico, portanto?
PB: Não, não o considero um livro técnico, embora teoricamente pudesse ser assim segmentado. Pretende ser um livro que provoque interesse a todos os curiosos sobre o tema. A gestão é uma disciplina universal que todos praticamos e nesse sentido é um domínio que deve cativar o cidadão comum, não deixando de interessar aos gestores de todos os tipos, incluindo os que gerem em regimes de governança menos comuns. Naturalmente que gestores, marketeers, empresários, políticos e estudantes são segmentos mais naturais e para quem o livro poderá ter outra importância, até para alertar para temas que mereçam posterior investigação. Também procuramos escrever num formato de fácil leitura.
Focus: Em que sentido?
PB: Simples, curto e direto. Procuramos valorizar o tempo das pessoas, escrevendo cada tendência numa página dupla. O formato pretende ser suficientemente aprofundado para que se entenda a tendência, deixando espaço para futuras investigações do leitor nos temas que para cada um forem mais pertinentes ou relevantes. É um formato que pode ser lido seguido, salteado ou por simples consulta.
Focus : Será fácil para os leitores encontrar mais informação?
PB: Hoje em dia a informação é infinita, de acesso rápido e tendencialmente gratuito. O valor já não está na informação. Todos nós podemos saber mais todos os dias, se assim quisermos. O novo valor está no filtro, na escolha da informação certa, da informação relevante. Fazer escolhas é, de resto, um denominador comum de quase todos os problemas de gestão. A razão de ser deste livro é essa mesma – relatar quais parecem ser as tendências de gestão mais importantes. Não pretendemos listar infinitas tendências, nem centrar-nos em duas ou três e aprofundá-las até ao limite. A ideia é abordar cerca de uma centena de tendências, de forma a conseguir explica-las e contextualizadas no menor espaço possível.
Focus: Quem definiu quais são as tendências? É tudo ideia sua?
PB: Não são as tendências que eu defini, ou o interesse seria muito reduzido. São as tendências reais que estão a ser discutidas nas principais academias um pouco por todo o mundo. De Harvard a Oxford, do Insead ao Caltech. Muitas delas serão certamente relevantes na construção do futuro, e por isso é que é importante conhecê-las.
Focus: Como foi o trabalho de pesquisa e investigação?
PB: Muito interessante e divertido. É gratificante trabalhar em temas tão contemporâneos e com pessoas tão interessantes. Naturalmente que tal exige tempo, concentração e persistência, bem como algum conhecimento prévio sobre modelos de gestão, que ajudem a contextualizar e sistematizar a informação.
Focus: Falou de concentração e persistência…quais as características são relevantes para levar a cabo um projecto deste tipo?
É preciso ter muita capacidade de trabalho, imensa persistência, alguma empatia e o universal bom senso. Conhecimento de línguas diferentes, de utilização de plataformas de redes sociais e de aplicações de comunicação também ajudam. Por fim, uma boa rede de contactos serve de sempre de elemento facilitador….
Focus: É fácil trabalhar com universidades à distância?
PB: Baseamo-nos nos outputs, como conceito. Vemos o que está publicado, quer em revistas, livros e jornais, quer em blogues e sites. Depois investigamos, muitas das vezes com contactos a professores, investigadores e empresários. Nem sempre conseguimos os contactos que pretendemos, mas numa lógica de diversificação e persistência os resultados aparecem.
Focus: Quantas tendências foram identificadas nesta obra?
PB: Identificamos cerca de meio milhar de tendências na nossa pesquisa inicial, mas rapidamente nos centramos nas 150 com mais relevância e potencial. Construímos conteúdos sobre estes temas, que fomos passando por uma rede de cerca de 200 gestores, empresários, marketeers e consumidores, que nos ajudaram a identificar as melhores 115, bem como a melhorar os textos menos claros. O curioso é que neste projecto os 200 elementos do nosso processo de crowdsourcing são quase todos portugueses, o que faz desta uma obra notavelmente nacional, mesmo que com um escopo global.
Focus: Qual o alcance do Harvard Trends? Planeia limitar-se a Portugal ou pretende internacionalizar o livro?
A ideia é publicar o livro em vários países e línguas, tornando-o global. No mundo plano em que vivemos, já não faz sentido publicar conteúdos numa só região ou mercado, excepto se forem conteúdos locais ou regionais. Temos muita ambição com o Harvard Trends, mesmo sendo um livro com uma perenidade de poucos anos. Acreditamos que vai ser possível editá-lo – em formato papel ou electrónico – no Reino Unido, Brasil e Estados Unidos pelo menos. A partir daí veremos quais as prioridades, mas temos ambição de chegar a todos os continentes.
Focus: É o sucesso do Speculations and Trends dá corpo a essa ambição?
PB: Foi uma experiência interessante publicar na Espanha e no México. Aprendi muito, mas tenho ainda muito mais para aprender. A minha editora – Vida Económica – que sempre me apoiou incondicionalmente – tem sido importantíssima para chegar onde cheguei, mas também eles aprenderam no processo. Claro que o sucesso do primeiro livro – foi a primeira vez que um primeiro livro foi imediatamente exportado em formato papel – ajuda a ter segurança no segundo, mas não é o mais importante. Importante é acreditar e tornar sonhos realidade.
Focus : Quer destapar o véu de quais as principais tendências?
PB: Não cabe neste espaço, ou teria de me limitar aos títulos e pouco mais. É evidente que liderança, estratégia e inovação são sempre temas importantes para qualquer função de gestão. Também no Harvard Trends surgem mencionados, mas são apenas e só a ponta do icebergue.
Focus: A introdução do seu livro deixa antever que este projecto terá continuidade. Qual é a ideia?
PB: O livro é o pontapé de saída, o arranque. Queremos ir mais longe, mas não sabemos por onde nem para onde. Queremos aprender mais, criar mais valor e chegar mais longe. Já veremos como. Procuraremos adaptar-nos ao ritmo do mercado e descobrir os melhores caminhos em cada dia. A página HarvardTrends.com deverá agregar – através do Facebook - a informação, de uma forma dinâmica. Planeamos colocar lá informação adicional sobre este tema, à medida que o tempo passa e as tendências evoluem.
Focus: A página do Facebook é o vosso agregador de informação?
PB: Sim, a página do Facebook é – de momento – o nosso epicentro online. Estático e definitivo é apenas o url – www.harvardtrends.com – porque o destino pode mudar conforme seja mais eficaz e interessante para toda a comunidade de interessados neste tema. De momento o Facebook é a melhor solução, porque é de acesso quase global – pelo menos fora da China e – permite uma dinâmica de partilha e participação muito boa. De resto, o sucesso de arranque da página até a nós nos surpreendeu. Mais de mil seguidores antes do lançamento do Harvard Trends foi um resultado que superou as nossas já ambiciosas expectativas!
Metro:
P: Este projecto surge de forma espontânea ou foi pensado de raíz?
O Harvard Trens foi um projecto planeado e pedido por muitos dos leitores do primeiro livro – Speculations and Trends, que sentiam necessidade de mais conteúdos de tendências de gestão.
P: Qual o público-alvo do mesmo?
Pretende ser um livro que provoque interesse ao cidadão comum, não deixando de interessar aos gestores de todos os sectores, incluindo os que gerem em regimes de governança menos habituais. Naturalmente, gestores, marketeers, empresários, políticos e estudantes são segmentos mais naturais e para quem o livro poderá ter outra importância, até para alertar para temas que mereçam posterior investigação.
P: Porquê a sua concretização através de uma autêntica multidão de pessoas (200)?
Porque acredito que um grande número de gestores, professores, empresários e outros especialistas sabe mais de qualquer tema do que eu, ou do que qualquer outro autor.
P: Como se coordena um trabalho com tantos colaboradores?
Garantindo desde logo uma boa selecção de fontes, que se complementem entre si e sejam fiáveis. É igualmente importante assegurar que estas fontes não comuniquem entre si, um principio basilar do crowdsourcing. O resto é gerir logística e saber interpretar bem os resultados e filtrar consequentemente.
P: Qual o papel que a vossa página do Facebook passará a ter?
A página Harvardtrends.com será uma comunidade de tendências de gestão. Evoluirá como a sociedade e os seues membros quiserem, mas a ideia é trazer a discussão temas de gestão relevantes e actuais, de forma a que em conjunto aprendamos e evoluamos com isso.
P: Que projectos tem para o futuro?
Fazer crescer a comunidade Harvard Trends, que conta já com 1500 membros de 26 países. Também procuraremos internacionalizar este livro para pelo menos 10 novos mercados. Sem ambição não podemos nunca chegar longe.
JN:
1- Por que decidiste escrever este livro? Foi o primeiro?
A Vida Económica convidou-me para compilar as crónicas Harvard Trends, pelas boas críticas e feedback que o jornal recebia. Entendi que o tema era redutor e não acrescentava suficiente valor. Fiz uma proposta de conteúdos que abrangia as tendências de uma forma global e em todas as suas componentes, em vez do enfoque na gestão. Decidi arriscar, criando um livro - “Speculations & Trends” - com uma perenidade curta, mas um escopo global.
2 - Em que dados te baseaste e que fontes consultaste para obter os dados?
Este não é um livro tradicional nem tem o formato académico que caracteriza outras obras. A forma como foi construído é, ela própria uma tendência crescente, não só na área editorial, como em todas as áreas do conhecimento. O livro reúne informação relevante sobre a área das tendências de mais de 700 pessoas que trabalharam comigo no projecto, às quais se juntam artigos de revistas e jornais, boletins informativos, livros e podcasts, blueprints e white papers, folhetos e relatórios e dezenas de outros formatos que aglutinam a imensidão que é a informação de hoje. Listá-los era tão irrelevante como idiota, tal a sua dimensão. Uma parte da pesquisa foi precisamente reduzir o espectro da infinidade da informação a uma síntese relevante, obtida de multi plataformas e testada com pessoas diferentes, de países distintos, de forma a medir, em cada segundo, a sua consistência e contexto. Foi desta forma que percebi, suficientemente cedo, que as tendências são como ondas que “varrem” regiões geográficas ou segmentos de pessoas com estilos de vida e padrões sociais diferentes de forma progressiva, portanto em momentos diferentes. Este factor altera de forma relevante a pesquisa, dado que é relevante saber o contexto de cada tendência e correspondente população, num dado momento. Este processo descodifica tendências contrárias ou alternativas, que mais não são do que momentos diferentes da evolução de uma tendência em populações diferentes.
3 - Qual é o objectivo e a quem se destina?
O objectivo é reunir um conjunto de tendências para os próximos anos que possam ser úteis tanto aos gestores e empresários, como ao público em geral. Destina-se a toda a gente que saiba ler e para quem o futuro próximo não é irrelevante.
4 - Está planeado haver mais versões para anos futuros?
Não há qualquer plano nesse sentido, actualmente a enfoque está em tornar o livro global. A tradução para espanhol está a ser terminada, e será distribuído em Espanha, Argentina e México. Já existem contactos noutros países também.
5 - O que é que significa "abdicar dos direitos de autor"? Não vais receber nada pela edição do livro? Se isso é relevante, recebo algo pela disseminação destes conteúdos, mas algo que é tão marginal que considero irrelevante: cerca de um cêntimo por cada leitor. É fácil perceber que não terei lucros financeiro com este livro. Ganham-se outras coisas. Visibilidade e possibilidade de evolução noutros sentidos e mercados. Em qualquer caso isso não está relacionado directamente com a não existência de direitos de autor. Esse acto deliberado pretende incentivar a criação de novos conteúdos a partir deste e a utilização dele no mais variado número de situações. É como levantar o Muro de Berlim que são os direitos de autor e que impedem cada um de nós de usarmos as criações de outros para mais rapidamente criamos novo valor, a única forma de acelerar o desenvolvimento. É por isso que os forward thinkers vão gostar especialmente do “Speculations & Trends”. |
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